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Módulo 2

Consumo Consciente

Módulo 2

Consumo Consciente

Acessar até 24/08

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Após conhecer essas características dos modelos de economia linear e circular no módulo 1, agora vamos refletir sobre como um consumo mais consciente pode beneficiar tanto o ambiente quanto as pessoas. 

Para isso, vamos analisar nossos hábitos de compra e o que nos motiva a consumir, especialmente quando falamos de aparelhos eletroeletrônicos e outros produtos do dia a dia.

Veja o vídeo a seguir e reflita sobre o seu consumo:

O vídeo mostra como a organização social muitas vezes nos estimula a consumir além do necessário,sem pensar na origem ou no destino final dos produtos.


A sustentabilidade da vida humana é um tema em constante evolução. Pesquisas e iniciativas da sociedade civil buscam soluções inovadoras o tempo inteiro. Como o vídeo apresenta, existiam os 5Rs da sustentabilidade, mas hoje já falamos dos 7Rs da circularidade, incluindo o REPARAR e REGENERAR.


O esquema abaixo explica os 7Rs:

Os 7 Rs da Economia Circular

São eles que guiam novas formas de produzir, consumir e descartar de maneira mais corresponsável e sustentável.

A seguir, você encontrará um texto que aprofunda esse tema no contexto dos eletroeletrônicos, com informações relevantes para promover um consumo mais consciente.

Do consumo à consciência: como a Economia Circular pode transformar a reciclagem de eletroeletrônicos no Brasil?

Você sabia que aquele eletroeletrônico quebrado aí na sua casa faz parte de um desafio global que todos podemos ajudar a resolver?


De acordo com as Nações Unidas (ONU), só em 2024 a produção de resíduos eletroeletrônicos cresceu cinco vezes mais rápido do que a capacidade mundial de reciclá-los. O dado escancara uma realidade muitas vezes invisível: estamos gerando resíduos eletroeletrônicos em um ritmo cada vez mais acelerado e quase sempre sem saber como descartá-lo corretamente. Ainda segundo a ONU, só em 2022, o mundo produziu 62 milhões de toneladas deste tipo de material, mas apenas 22,3% desse total foi reciclado. E o Brasil tem um papel importante nesse cenário: é o maior gerador de RAEE (Resíduos de Aparelhos Eletroeletrônicos) das América do Sul, com quase 2,5 milhões de toneladas por ano e menos de 3% desse volume indo para a reciclagem - ainda de acordo com a ONU. Em escala global, o país fica em quinto lugar, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Japão, respectivamente.


Vale ressaltar que eletroeletrônicos são aparelhos simultaneamente elétricos e eletrônicos - como televisores, por exemplo. Esse tipo de resíduo, também chamado de e-lixo, é resultado de múltiplos fatores, como a busca constante por novidades, a obsolescência programada dos aparelhos e a pouca cultura de reciclagem, reparo e reaproveitamento. É um problema latente, mas que já possui soluções práticas como o programa de logística reversa de eletroeletrônicos e eletrodomésticos do Magazine Luiza (Magalu), em parceria com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), ganham destaque.

O que é o programa?

Lançado em junho de 2021, o programa de logística reversa do Magalu oferece à comunidade a oportunidade de descartar de forma correta diferentes equipamentos eletroeletrônicos. Todo o material recolhido é encaminhado para empresas especializadas em manufatura reversa e reciclagem, garantindo a destinação adequada de todos os componentes.


Itens de todos os tamanhos são aceitos, desde fones de ouvido e secadores de cabelo a geladeiras e televisores, por exemplo. Atualmente, o programa funciona em 20 estados brasileiros, com 1060 pontos de recebimento em lojas do Magalu - tendo recolhido mais de 90 toneladas de resíduos eletrônicos nos últimos quatro anos. Todo o material é entregue à ABREE, responsável pelo processo de coleta e destinação.

Natália Proença, coordenadora de sustentabilidade do Magalu, explica que a iniciativa nasceu para cumprir a obrigação legal com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – definida em lei em 2010, e que prevê responsabilidade compartilhada entre consumidores, fabricantes, distribuidores e o varejo –, mas logo depois virou um pilar da estratégia ambiental da companhia.  


“Inicialmente, o programa nasceu para cumprir a obrigação legal da PNRS, mas logo se tornou uma responsabilidade do Magalu. Como maior vendedor de eletroeletrônicos do Brasil, a empresa entendeu que deve ser também o principal vetor dessa coleta. Quem vai reciclar são os recicladores homologados pela ABREE, mas nós temos esse papel de coletar e conscientizar nosso consumidor que tem um destino correto para aquilo que a gente vende”.


Robson Esteves, presidente da ABREE, explica que programas como o do Magalu são fundamentais para fortalecer a transição para a Economia Circular no Brasil.


“Quando grandes varejistas, como o Magalu, se comprometem com a causa e oferecem pontos de recebimento acessíveis, contribuem diretamente para transformar a cultura do descarte no país. Iniciativas como essa demonstram que a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos deve ser compartilhada. É esse tipo de articulação que permite escalar a logística reversa, gerar impacto real, além de possibilitar a mudança na forma como a sociedade lida com os resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos”.


Esteves ainda reforça que a importância deste tipo de iniciativa também se justifica pelo índice de reciclagem de eletroeletrônicos no Brasil ainda ser bastante desafiador. Para ele, entre os principais obstáculos estão a falta de conhecimento da população sobre onde e como descartar corretamente os produtos, o que resulta, muitas vezes, no descarte informal. Por isso, a ABREE tem atuado para enfrentar esses desafios, articulando recicladores para garantir a efetividade do sistema de logística reversa.


“A parceria com o varejo ajuda a reforçar a conscientização sobre a importância do descarte responsável. Com isso, a tendência é que os números de resíduos coletados aumentem de forma consistente, contribuindo não só para as metas da PNRS, mas também para a redução do impacto ambiental gerado pelo descarte inadequado.”


Fonte: Movimento Circular



Você é do time do faça sua parte? O consumo Consciente é exatamente isso: acreditar que a soma de pequenas atitudes pode gerar grandes transformações, mas sem esquecer que governos, empresas e indústrias também têm um papel fundamental na mudança da lógica de consumo atual.

Agora, reflita e faça anotações:

  • Como você avalia seus hábitos de consumo?
  • Você se considera consumista ou procura consumir apenas o necessário?
  • O que poderia mudar hoje para se tornar um consumidor mais consciente?
  • Quais impactos o consumo consciente pode gerar?

No próximo módulo, vamos falar sobre descarte correto, reciclagem e reaproveitamento. Porque dar o destino certo aos resíduos eletroeletrônicos também é parte essencial de um consumo consciente.

Clique nos botões abaixo e continue aprofundando seu conhecimento.

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Vídeo complementar
Circular Academy
Acesso Módulo 3

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